Campanha da Fraternidade 2018 – Tema e Lema

O tema será Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8).

O Bispo Dom Leonardo ressaltou que a violência está presente em vários segmentos da sociedade. Seja na rua, dentro de casa, pela condição social, pelo gênero, nos meios de comunicação e até na intolerância das palavras. “Toda violência exclui, toda violência mata”.

A Escritura conhece duas formas de violência: uma injusta (fruto da injustiça dos homens) e outra “justa” utilizada por uma causa justa ou por fim nobre como é o caso da legítima defesa.

Hino da Campanha da Fraternidade 

Neste tempo quaresmal, ó Deus da vida, A tua Igreja se propõe a superar A violência que está nas mãos do mundo, E sai do íntimo de quem não sabe amar (Mc 7,21).

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14,1-12) É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20,21-23) É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13,33) /: Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”:/ (Mt 23,8)

Quem plantar a paz e o bem pelo caminho, E cultivá-los com carinho e proteção, Não mais verá a violência em sua terra (Is 59,6). Levar a paz é compromisso do cristão! (Ef 6,15)

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14,1-12) É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20,21-23) É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13,33) /: Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”:/ (Mt 23,8)

Exclusão que leva à morte tanta gente, (EG, n.59) Corrompe vidas e destrói a criação (LS, n.70). “Basta de guerra e violência, ó Deus clemente!” (Mq 2,2) É o clamor dos filhos teus em oração.

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14,1-12) É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20,21-23) É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13,33) /: Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”:/ (Mt 23,8)

Venha a nós, Senhor, teu Reino de justiça, Pleno de paz, de harmonia e unidade (Mt 6,10 e Rm 15,17-19) Sonhamos ver um novo céu e nova terra: Homens na roda da feliz fraternidade (Ap 21,1-7).

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14,1-12) É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20,21-23) É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13,33) /: Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”:/ (Mt 23,8)

Tua Igreja tem o coração aberto, (EG, n. 46-49) E nos ensina o amor a cada irmão. Em Jesus Cristo, acolhe, ama e perdoa, Quem fez o mal, caiu em si, e quer perdão (Mt 18,21).

Fraternidade é superar a violência! (Mt 14,1-12) É derramar, em vez de sangue, mais perdão! (Jo 20,21-23) É fermentar na humanidade o amor fraterno! (Mt 13,33) /: Pois Jesus disse que “somos todos irmãos”:/ (Mt 23,8

Objetivo Geral

Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos

01 – Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.

02 – Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas;

03 – Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.

04 – Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão

05 – Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.

06 – Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.
07 – Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência. Reflexões que podem iluminar o tema da CF 2018.

VER

Dividido em 3 eixos: histórico-antropológica, sócio estrutural e manifestações Violência e suas manifestações na sociedade

01 – A violência na convivência humana

a – Definição do conceito violência

b – A violência na história do Brasil

c – Constatação da cultura da negação do outro (fenômenos: individualismos, não abertura a alteridade; criação ideológica de necessidades e felicidade, enfraquecimento dos projetos de vida, cultura do descarte)

02 – A violência e as estruturas sociais

a – Economia/ mercado

b – Acumulação do capital

c – Consumo

d – Desigualdade e violência promovida pela lógica do mercado

e – Violação dos direitos fundamentais

03 – Violência e algumas manifestações na sociedade

a – Drogas

b – Processo de criminalização institucional (negligência do Estado em relação às políticas sociais; justiça punitiva)

c – Sujeitos violentados: juventude pobre e negra; povos indígenas, mulheres (feminicídio); exploração sexual e tráfico humano, mundo do trabalho

d – Violência no contexto urbano e rural (conflito pela terra)

e – Intolerância (raça, gênero e religião)

f – violência verbal

g – violência no trânsito

h – violência doméstica

JULGAR

Dividido em 2 eixos: Sagrada Escritura e Magistério

01 – Sagrada Escritura

Mt 23, 8: Vós sois todos irmãos!

Gn 2,4-25: Harmonia do Paraíso

Gn 3, 1-24: A violência fruto do pecado do homem

Gn 4, 1-16: A morte de Abel

Gn 20- 24: Ruptura da aliança: o mal que se espalha

Jn: Livro de Jonas: o profeta em meio a violência

Sl 122 (121): Pedido de paz para Jerusalém

Mc 7,14ss: A violência presente no coração do homem

Mt 16,1-4: O sinal de Jonas

Mt 5,9: As bem- aventuranças

Ap 21- 22: A nova Jerusalém

Outras citações:

Complementos que não aparecem no texto-base da CF 2018.

Dt 21,5

Mas ela lhe disse: “Não, meu irmão! Não me faça essa violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura.

2 Sm 13,12

Davi saiu ao encontro deles e lhes disse: “Se vocês vieram em paz, para me ajudarem, estou pronto a recebê-los. Mas, se querem trair-me e entregar-me aos meus inimigos, sendo que as minhas mãos não cometeram violência, que o Deus de nossos antepassados veja isso e julgue vocês”.

1 Cr 12,17

apesar de não haver violência em minhas mãos e de ser pura a minha oração.

Is 59,6

Não se ouvirá mais falar de violência em sua terra, nem de ruína e destruição dentro de suas fronteiras. Os seus muros você chamará salvação, e as suas portas, louvor.

Ez 28,16

“Assim diz o Soberano, o Senhor: Vocês já foram longe demais, ó príncipes de Israel! Abandonem a violência e a opressão e façam o que é justo e direito. Parem de apossar-se do que é do meu povo. Palavra do Soberano, o Senhor.

Jl 3,19

Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.

Mq 2,2

Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças?

Até quando gritarei a ti: “Violência!” sem que tragas salvação? Jo 14:27

Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês.

Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.

Rm 8:6

A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz;

Fl 4:6-7

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.

02 – Magistério

Gaudium et spes (Cap. V)

Pacem in Terris

Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI: mensagens para o Dia Mundial da Paz

Francisco: o gesto de oração e diálogo (Com Perez e Abbas)

AGIR

Dividido em 3 eixos: Pessoa e família; Comunidade e Sociedade

01 – Pessoa e família e a superação da violência

a – Conversão pessoal e familiar à cultura da não violência.

b – Cultura da empatia: não somos adversários, mas irmãos.

02 – Comunidade e a superação da violência

a – As conquistas e experiências da comunidade eclesial na superação da violência

b – As obras sociais da comunidade eclesial como caminho para a superação da violência.

c – Promoção eclesial de uma espiritualidade que desperte para superação da violência.

d – Ecumenismo e Diálogo inter-religioso como caminho de superação da intolerância religiosa.

03 – A sociedade e a superação da violência

a – As diversas iniciativas sociais como promotoras da cultura.

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