Décimo Domingo do Tempo Comum

Deus não compactua com o mal

Nossos tempos são de ganância, violência, corrupção, impunidade… um rosário deplorável que faz nosso povo sofrer. Uns poucos lutam contra a corrente. Mas eles próprios são vítimas de calúnias, ameaças, perseguições e, às vezes, até são mortos violentamente. O que a Palavra de Deus poderá nos inspirar para melhorarmos este pobre mundo nosso? Ela nos ajudará a descobrir quem são os responsáveis por essa sociedade corrupta. Deus não quer o mal, nem compactua com ele, pois Jesus é que veio amarrar Satanás, arrancando-lhe de seu poder o povo explorado e sofredor. Jesus forma nova família com os que fazem a vontade de Deus, sustentando-lhe a luta, sobretudo nos momentos mais difíceis.

Gn 3,9-15 – O pecado de Adão e a ameaça à serpente – Adão significa o Homem. Seu pecado e o de todos nós: é o orgulho de querer ser igual a Deus, querer ser seu próprio Deus. O resultado do “abrir os olhos”(Gn 3,5-7) não é que o homem procurou (ser igual a Deus), mas apenas a consciência de sua nudez e desproteção: medo perante Deus(3,9). Porém , Deus não rejeita ao homem, mas apenas à serpente (3,14-15) (que, na tradição judaica posterior, foi identificada com o dem6onio: Sb 2,24 ). A descendência humana há de esmagar a serpente (3,15); prefiguração de Jesus, que vence o demônio.

2 Cor 4,13 – 5,1 – Perspectiva escatológica do apostolado – Continuando o tema de domingo passado, este trecho mostra a força do Espírito da fé, a força carismática que leva o apóstolo a testemunhar sua fé, sustentada pela esperança do encontro escatológico com Cristo. Segue-se uma variante do tema do vaso de barro: enquanto o homem exterior vai caducando, o interior se renova para Cristo; ao pesar da aflição atual corresponde o peso da glória eterna (em hebraico: glória = peso) . Rm 8,17-18.24-25; 2Cor 4,7.

Mc 3,20-35 – Jesus e Beelzebul; adversários e irmãos de Jesus. E Jesus está presente o Espírito Santo, que o leva à missão de libertar e desalienar os homens. Por isso ele é acusado de estar “possuído por um espírito mau”. Tal acusação é pecado sem perdão. Para os acusador, o bem é mal, e o mal é bem. Eles, na verdade, estão comprometidos e tiram proveito do mal; por isso, não reconhecem e não aceitam a Jesus.

Enquanto a família segundo a carne está fora, a família segundo o compromisso da fé está dentro, ao redor de Jesus. Sua verdadeira família é formada por aqueles que realizam na própria vida a vontade de Deus, que consiste em continuar a missão de Jesus.

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