Décimo Domingo do Tempo Comum

A compaixão que dá vida

Eucaristia é festa da vida. A razão maior para celebrarmos em comunidade é a vitória de Jesus sobre a morte – a dele e a nossa: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição…” Eucaristia é a celebração da compaixão do Senhor. Ele quer nos tomar em seus braços e ordenar-nos: “Jovem levanta-se”. Nós também queremos encher-nos de compaixão para bem celebrar a Ceia do Senhor. Tomamos nos braços – e carregamos no coração – todos os que choram e necessitam de compaixão. A Eucaristia é a visita de Deus a seu povo reunido e celebrando.

1 Reis 17, 17-24 – “Olhe , seu filho está vivo” –  Elias era “um homem de Deus”: agia com a força de Deus. É conhecido por sua luta contra os ídolos, no séc VII aC. Sua presença no meio do povo falava de Deus; seus gestos eram “sinais”de Deus. Assim, a ressurreição do filho da viúva não é magia, e sim a resposta de Deus a oração de Elias. O verdadeiro profeta não é portador da morte para o povo. O sinal de que o profeta anuncia a palavra de Deus é o fato de ele ser portador de vida.

Gálatas 1,11-19 – A vocação de Paulo – Os judeu-cristãos criticam a autoridade de Paulo, dizendo que ele não é apóstolo como aqueles que Jesus tinha escolhido. E Paulo se defende, contando a história da sua vocação (cf. At 9), nascida de uma experiência direta de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Tal experiência o transformou profundamente: de perseguidor, ele se tornou apóstolo. Na origem da sua missão, portanto, não há nenhuma interferência humana. Quando Paulo vai a Jerusalém, é simplesmente para conhecer Pedro e Tiago (cf. At 9,23-30).

Lucas 7,11-17 – O filho da viúva de Naim – Quando Jesus chama o filho da viúva à vida, isso é sinal de que ele é um grande profeta, talvez “o “profeta que se esperava como o novo “Moisés”(Dt 18,15-18) ou como o novo Elias, precursor da “visita”de Deus e seu povo . Lucas faz servir este fato para preparar a resposta de Jesus a João perguntado “se é ele …. (7,22)  A atividade libertadora de Jesus é a grande «visita» de Deus que vem salvar o seu povo. Essa visita é a manifestação do amor compassivo, que atende aos mais pobres e necessitados.

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