Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum

A vida com seus bens (saúde, moradia, terra, emprego, salário justo, educação, direitos humanos, participação do povo nas decisões nacionais etc.) é dom de Deus. Em Jesus, Deus é pão para todos, ou seja, vida e amor para o mundo inteiro (evangelho). Deus, porém, não concede seus dons quando as pessoas esperam passivamente; pelo contrário, ele os concede à medida que as pessoas caminham da escravidão para a liberdade e a vida, superando os desafios da caminhada (I leitura). Pelo batismo, fomos feitos Homem Novo capaz de viver na unidade. Ser Homem Novo é romper os esquemas que geram morte, trabalhando pela justiça e vivendo na santidade verdadeira, que é compromisso na construção do reino de Deus (II leitura).

A vida que Deus dá é desafio, dom e conquista

Exôdo 16,2-4.12-15: Desafios da Caminhada. Desta vez, a murmuração (cf. 15,24) é contra o próprio Javé, pois o povo prefere o lugar da escravidão e da morte ao projeto de Javé, que é a libertação voltada para a vida. Diante das dificuldades, a grande tentação é trair o projeto de libertação, vendendo «a preço de banana» a liberdade já conquistada.

João 6,24-35: Eu sou o pão da vida. A multidão procura Jesus, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um líder político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva.

Pedindo um milagre como o do maná do deserto, a multidão impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito, se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre.

Efésios 4,17.20-24 : Os desafios do Homem Novo . Paulo convida os cristãos à conversão contínua. Essa conversão começa no batismo, onde o cristão deixa o homem velho (modo de vida pagão) para revestir-se do homem novo (a justiça que vem pela vida segundo o Espírito). Nos vv. 25-32, Paulo dá exemplos concretos do que significa essa passagem: da mentira para a verdade; do roubo para o trabalho honesto, que leve a partilhar com os que nada têm; da palavra inconveniente para a palavra construtiva; do comportamento egoísta para a generosidade recíproca.

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