Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum

Reino de Deus em Parábolas

O Reino de Deus possui força extraordinária, porém diferente das forças e mecanismos de pressão atuantes em nossa sociedade. A parábola da semente que cresce por si só e a do grão de mostarda o demonstram (evangelho). A vida vai abrindo caminho, mudando a sorte dos que penam sob qualquer forma de opressão, pois Deus é reconhecido como tal por seus atos libertadores (I leitura). O apelo de Jesus é para que as pessoas de boa vontade se unam a ele, confiantes, para sentirem a força que o Reino possui. A união com Jesus – passando de fora para dentro do Reino – traz consequências que marcam para sempre a conduta cristã (II leitura).

Ez 17,22-24 – O ramo do cedro que se torna arbusto – Ez 17, 1-21 é um oráculo contra o rei de Judá. Realizou-se a ameaça: a deportação da elite de Judá para a Babilônia (566aC), 17,22-24 complementam o primeiro oráculo com um oráculo de salvação. Se a copa e o tronco do cedro foram levados à Babilônia (deportação da elite e do rei; 17,3-5), Deus mesmo, o único salvador, tomará um ramo do cedro para plantá-lo na montanha de Israel (17, 22-24: volta dos exilados); crescerá até tornar-se um belo arbusto, em cujos ramos se instalarão os passarinhos (17,23; Evangelho de hoje).

2 Cor 5,6-10. O desejo de morar junto ao Senhor – Paulo continua sua meditação sobre sua existência à luz da morte, que é concebida como fim do exílio neste corpo, como a destinação final de uma peregrinação pelo mundo, em que o corpo é uma “tenda provisória”(5,1). Mas, no fim desta peregrinação pelo mundo, teremos de prestar contas de nossas obras. – Paulo vive na face da morte. Não a esconde como faz a nossa sociedade. E nisto exatamente consiste a tensão dinamizante de sua vida 13,12; Rm 5,1-5.

Mc 4,26-34 . As parábolas: o Reino que cresce como uma semente – No ano A (15 Domingo do Tempo Comum) ouvimos a primeira das “parábolas do Reino”, colecionadas em Mc 4 (Mt 13; Lc 8): a parábola do semeador. Hoje, ouvimos outras do mesmo conjunto. Ensinam que o Reino de Deus é um mistério , um acontecimento do qual não podemos determinar os parâmetros, assim como uma semente cresce por si mesma, até que chegue a hora da messe (escatológica). É como a minúscula sementinha da mostarda tornando-se um generoso arbusto, onde se aninham os passarinhos (Ez 17,23). A própria pregação de Jesus é o início deste Reino; por isso, esconde-se atrás de parábolas (porém, os continuadores desta pregação são iniciados”neste mistério: 4,34b) Ap 14,15-16.

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