Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum

O amor que nos torna próximo dos outros

A Eucaristia que celebramos é memorial daquele que “reconciliou consigo todos os seres, os da terra e os do céu, depois de fazer a paz pelo seu sangue derramado na cruz”. Jesus Cristo é imagem visível do Deus invisível, aquele que realizou em nosso benefício tudo o que o Pai tinha previsto fazer. Na humanidade de Jesus feito pão e vinho, “frutos da terra e do trabalho humano”, descobrimos o rosto misericordioso do Pai (II leitura).

Na Eucaristia aprendemos que a lei de Deus é a lei da vida. Ela não está fora do nosso alcance, pois com as mãos tocamos e com a boca saboreamos o dom que nos é feito (I leitura).

Celebramos o amor que se tornou mais próximo e mais íntimo a nós que nós próprios. A Eucaristia é expressão da misericórdia e compaixão do nosso Deus. Trazemos para dentro dela todas as manifestações de misericórdia do nosso Deus: “Vá e faça a mesma coisa” (evangelho).

Deuteronômio   30, 10-14 – O mandamento de Deus não é inalcançável – Então o processo histórico mudará: o povo será novamente reunido, tomará posse da terra e terá um novo tempo de bênçãos (cf. nota em 29,8-14). O Deuteronômio projeta o caminho de uma sociedade fraterna e igualitária: a justiça. O povo não pode desculpar-se perguntando: «O que devo fazer? » O caminho já está ao seu alcance. Basta meditar nele, mudar a consciência e organizar a prática.

Colossences 1,15-20 – Hino Cristológico – O Deus invisível e inatingível se torna visível e acessível em Jesus, o Filho que se encarnou no mundo e na história. Jesus é, portanto, o verdadeiro Adão (Gn 1,26s). Existindo antes de qualquer criatura, ele se torna modelo, cabeça e único mediador do universo criado. No hino primitivo, o termo «corpo» (v. 18) significava «universo»; com o acréscimo da expressão «que é a Igreja», passou a indicar a comunidade da nova criação, da qual Cristo é a Cabeça.

Lucas 10,25-37 – O grande mandamento; a parábola do Bom Samaritano – O primeiro a colocar obstáculos no caminho de Jesus é um teólogo. Este sabe que o amor total a Deus e ao próximo é que leva à vida. Mas, não basta saber. É preciso amar concretamente. A parábola do samaritano mostra que o próximo é quem se aproxima do outro para lhe dar uma resposta às necessidades. Nessa tarefa prática, o amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social. O próximo é aquele que eu encontro no meu caminho. O legista estabelecia limites para o amor: «Quem é o meu próximo? » Jesus muda a pergunta: «O que você faz para se tornar próximo do outro? »

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