Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum

Discernimento e opção pelo Reino

O Reino é o resultado de duas profundas aspirações: de Deus e das pessoas. O desejo de Deus, tantas vezes expresso na Bíblia, é que a humanidade viva em harmonia e paz. O desejo das pessoas é ter vida em abundância, numa sociedade onde as relações humanos tragam a marca da justiça, fraternidade e bem comum. O que Deus quer é aquilo a que o ser humano aspira.

Contudo, a história da humanidade é freqüentemente caótica porque não há discernimento e opção pela vida que o Reino quer comunicar. Constatamos, então, que o poder, a riqueza e os bens em geral servem para aumentar o caos, a dor e a morte. Como encontrar, de novo, o caminho da vida à qual todos aspiram e pela qual Jesus veio ao mundo, morreu e ressuscitou? Eis a proposta da Palavra de Deus para esse dia.

1 Reis 3,5.7-12: O poder a serviço do povo.  O sonho de Salomão mostra que o grande anseio do povo é ter uma autoridade realmente capaz de discernir e realizar a justiça. Para isso, a principal tarefa da autoridade consiste em saber ouvirÉ o requisito básico, não só para resolver questões no tribunal, mas também para o exercício contínuo de um governo justo. Autoridade justa age sempre a partir de assessoramento que lhe permita ouvir as legítimas aspirações e reivindicações do povo. Em outras palavras, a verdadeira função da autoridade é servir ao povo, que pertence a Deus.

Mateus 13,44-52 : Discernimento e opção pelo Reino.  44-46: Para entrar no Reino é necessária decisão total. Apegar-se a seguranças, mesmo religiosas, que são falsas ou puras imitações, em troca da justiça do Reino, é preferir bijuterias a uma pedra preciosa. 47-50: A consumação do Reino se realiza através do julgamento que separa os bons dos maus. Os que vivem a justiça anunciada por Jesus tomarão parte definitiva no Reino; os que não vivem serão excluídos para sempre. É preciso decidir desde já. 51-52: As parábolas revelam o segredo de Deus para aqueles que têm fé. Por isso, o doutor da Lei que se torna discípulo de Jesus é capaz de ver a ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Em Jesus tudo se renova e toma novo sentido.

Romanos 8,28-30 : Filhos no Filho, destinados à glória. O projeto eterno de Deus é predestinar, chamar, tornar justo e glorificar a cada um e a todos os homens, fazendo com que todos se tornem imagem do seu Filho e se reúnam como a grande família de Deus. O projeto não exclui ninguém. Mas o homem é livre: pode aceitar ou recusar tal projeto, pode escolher a vida ou a morte, salvar-se ou condenar-se.

Mensagem : É possível resumir os textos de hoje na frase: o discernimento e opção pelo Reino. Ele já está em nosso meio com realidade que ilumina e transforma as relações humanas e sociais. O Reino se constrói à medida que formos filhos no Filho; à medida que empenharmos a vida por ele.

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