LIDERANÇA CRISTÃ

Liderança

Como poderíamos definir um bom líder? Alguém com segurança nas atitudes, simpatia, cativante, sentido de comando, determinação firme de produzir e canalizar o esforço coletivo em torno de um projeto comum.

Ninguém nasce líder

O líder não nasce: ele se faz! Todos nós levamos um embrião, um potencial de liderança. Todo professor, medico, comerciante, padre, pai e mãe de família exerce uma liderança. Entretanto, é preciso superar a distância entre ter a capacidade de ser líder e ser líder de fato. É importante fazer cursos, ler livros, assistir palestras… Mas os ensinamentos teóricos sozinhos, não bastam. Esse é um tipo de conhecimento que se adquire na pratica. É preciso trabalhar e, muitas vezes, sofrer com fracassos e críticas.

A importância e necessidade da liderança

Os líderes se forjam em todos os ambientes. Onde houver uma comunidade é necessário que alguém assume a direção ou, caso contrário, se instalará o caos. E mais: a autoridade é indispensável também, não apenas para a ordem, mas a eficácia do grupo. Um time de futebol não muda, quando muda o técnico? Uma paróquia não se renova quando recebe um sacerdote santo e empreendedor? A Igreja precisa de agentes de pastoral que sejam condutores de almas, apóstolos que impulsionem em direção ao futuro com o magnetismo de seu exemplo, palavra, virtude, simpatia, personalidade… santidade, enfim.

A formação de um líder

Formação integral da personalidade, tendo Cristo como modelo “aprendei de mim…” (Mt 11,29). Algumas características básicas:

Lc 6, 12 – oração

Mt 21, 11 – humildade

Mt 20,28 – serviço

Lc 23, 24 – perdão

Jo 4,34 – obediência

Jo 15,13 – AMOR

Além dessas características, podemos também destacar alguns aspectos:

Testemunho de Vida

O verdadeiro líder precisa viver primeiramente as virtudes e atitudes que desejaria que os outros tivessem.

As circunstancias existem, mas quem toma as decisões diante delas é o nosso caráter. O bom líder não se deixa moldar pelos pensamentos do seu tempo. Ao contrário, ele é que muda a realidade à sua volta. Um gerente administra as circunstancias: um líder as transforma. Não é a palha que faz o incêndio. O fogo é que a faz queimar! Como os Apóstolos em Pentecostes (cfr. At 2) que inflaram a multidão como o fogo do Espirito Santo!

Além disso, o verdadeiro líder busca crescer, não apenas no ambiente da Igreja, mas na vida como um todo intelectual e profissional. Ele forja o seu caráter com bons hábitos, domínio de si próprio e um forte querer, que são motores geradores de virtudes.

Espírito de Serviço

Liderança não é sinônimo de “estrelismo”. Ser coordenador não é “promoção”, nem uma grande honra ao mérito. Maria não disse “ sim” para se tornar uma grande mulher, mas para fazer a vontade de Deus. É nesse espirito que devemos trabalhar. “Cargo é carga” (Madre Maria helena Cavalcante)

Ser líder implica abnegação, tornar-se servo dos servos de Deus, um “outro Cristo” que não veio “para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28). Quem está por cima, manda. Quem está por dentro (como fermento na massa), leveda, transforma, arrasta, lidera. Este é o amor serviçal à humanidade que Jesus tem.

Amar seu ideal apaixonante

O homem vale o seu ideal. Um ideal grandioso torna o homem magnânimo. Um ideal absoluto, faz do homem um santo. A paixão pelo ideal dinamiza todas as forças dispersas. A fé na grandeza da sua missão leva o bom líder a inflamar os outros: “Vim trazer fogo à terra e que a outra coisa desejo senão tudo arda? ” (Lc 12,49).

Lembremos que ideal não é sinônimo de ilusão! O ardor missionário deve nos levar a ter, cada vez mais, um sentido de realidade. Para tal, o documento de Aparecida, nos recorda o método VER – JULGAR – AGIR.

Foco na meta

Não bastam setas, apenas, que indiquem a direção. É preciso alguém que caminhe junto e convoque: “Segue-me”(Mt 8, 22), “Eu sou o Caminho”(Jo 14,6).

O filosofo Sêneca dizia que “nenhum vento é favorável para quem não sabe a que ponto se dirige”. O bom líder é aquele que começa pelo fim. É claro que todos nós temos uma meta em comum: cumprir os planos de Deus, fazer a todos discípulos de Cristo, mas é necessário traçar objetivos parciais e bem concretos.

Buscar o ideal, apesar dos obstáculos

A motivação do ideal é a força para continuar lutando, mesmo em meio as dificuldades. Os obstáculos não podem ser uma desculpa para aquietar nossa consciência!  “Quando formulei aquele propósito, as circunstancias eram outras…” Isto é um engano! Todo homem maduro sabe que as contrariedades são algo habitual da vida de todos nós. É aí, precisamente, que se encontra toda verdadeira prova da nossa fortaleza. Aceitar as contrariedades como desafio e não como maldição. As grandes dificuldades e os grandes desafios é que fazem os grandes líderes.

Coordenação

Coordenação vem da palavra “co-ordinatione” que significa “dispor certa ordem ou método, organizar o conjunto”. É uma “cooperação”, uma ação de “corresponsabilidade entre os iguais”. A coordenação promove a união dos esforços, de objetivos comuns e de atividades comunitárias. A coordenação tem por finalidade criar relações, facilitar a participação, desenvolver a sociabilidade, levar à cooperação, e tornar eficaz o conjunto da caminhada catequética. Para essa missão, se requer um trabalho de grupo, e não de uma só pessoa. Formar uma teia de relações, um sistema coeso como os ramos unidos à videira (cf Jo 15,5). A seiva da eficácia pastoral é o sangue de Cristo que corre pelas artérias do seu Corpo Místico. Não podemos deixar que nada bloqueie este fluxo vivificante. O bom coordenador precisa:

SOMOS:

NÃO SOMOS:

EM RELAÇÃO ÀS PARÓQUIAS DEVEMOS:

CONHECER

APARECER

OFERECER

EM RELAÇÃO AO VICARIATO/ARQUIDIOCESE:

Acrescentemos o que diz o Diretório Pastoral de catequese de nossa Arquidiocese (1999), que a coordenação, em todos os níveis de atuação de nossa arquidiocese, deverá:

8.3 – Trabalhar em profunda comunhão com o magistério da Igreja e de seu Pastor Arquidiocesano e do Bispo Animador da catequese.

8.6 – Participar, sempre que possível de eventos e reuniões promovidas em nível arquidiocesano, regional ou nacional.

8.9 – Assessorar a organização, articulação, animação, formação e acompanhamento geral da catequese…

8.11 – Dar especial atenção à formação permanente dos catequistas

8.12 – Promover eventos catequéticos para os vários tipos de catequistas e nas várias realidades vicariais.

Fonte – ArqRio

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