Quarto Domingo da Páscoa

O Bom Pastor e os Pastores do Povo

Hoje é dia dos pastores e dia da pastoral. Trabalhar na pastoral de uma comunidade é estar a serviço da vida e da liberdade do povo, continuando na história os atos libertadores de Jesus, o bom pastor. Ele nos mostra o sentido da ação pastoral: dar a vida pelas ovelhas. A sociedade pode nos criticar e até perseguir por defendermos e promovermos a vida do povo. Mas nós, que um dia fomos cativados pelo serviço do bom manifestação final, quando seremos semelhantes a ele e o veremos como ele é.

João 10,11-18 : O Bom Pastor dá sua vida pelas ovelhas – Pastor: nome dos chefes do povo no antigo Israel (Ez 34). Jesus, o verdadeiro Pastor de Israel e de todos os povos, dá com soberania divina (10,18) – sua vida pelo rebanho e reúne a todos. O sentido pleno destas palavras só aparece à luz da Páscoa: a comunhão do ressuscitado com os seus. Daí, para todos, uma mensagem de unidade; e para os “ pastores”, uma exortação ao radical serviço e doação da vida.

O tema central da liturgia de hoje é a alegoria do Bom Pastor. Cristo é o próprio pastor, em oposição aos mercenários: imagens tomadas de Ez 34. Os mercenários não dão sua vida pelo rebanho. Jesus sim. Todo mundo entende esta comparação, no seu sentido óbvio: Jesus deu, na cruz, sua vida por nós. Para João a vida que Jesus dá não é apenas a vida física que ele perde em nosso favor, mas a vida de Deus que ele nos comunica. Doando-a por nós, nos faz participar da vida divina, porque entramos em comunhão do amor de Jesus e daquele que o enviou.

Atos 4,8-12: Defesa de Pedro diante do Sinédrio – Processo a Pedro e João por terem causado tumulto ao curar o aleijado da Porta Formosa. A questão é: “Em nome de quem?”(4,7). A resposta de Pedro é mais um testemunho da obra de Deus em Jesus Cristo (4,8-12): “No nome de Jesus, que vós crucificastes, e Deus ressuscitou “.

1 João 3,1-2: “Já somos filhos de Deus”- quem não acredita em Cristo, não entende a experiência cristã que se expressa na frase “Somos filhos de Deus”. Mas também o cristão não a entende plenamente, pois deve manifestar ainda seu sentido pleno.

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