Quarto Domingo da Quaresma

Deus não abandona seu povo

O povo se reúne para celebrar a fé no Deus rico reviver e nos salvou pela graça (II leitura). O centro da celebração é a pessoa de Cristo, expressão máxima do amor do Deus que enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele. Mas Jesus, que revela o amor extraordinário de Deus, provoca em nós e em nossas comunidades o julgamento. Ele desmascara as trevas da nossa sociedade, mostrando que não é possível aderir a ele e, ao mesmo tempo, ser opressor do ser humano (evangelho).

Lendo nossa história, percebemos que está marcada pelo sofrimento e opressão. Deus não nos abandona, mesmo quando vivemos situações de morte e escravidão, pois ele é o Deus fiel às suas promessas de liberdade e vida para todos (I leitura).

2 Crônicas 36, 14-23 : Deus não abandona seu povo. Deus encarregou Ciro de reconstruir o Templo – O final de 2 Crônicas esboça uma teologia da história de Israel (que findou, pelo Exílio, em 587 aC). O cronista pensa como Jeremias e Ezequiel : Deus advertiu bastante, pela boca dos profetas, mas Israel não obedeceu e os reis quiseram fazer sua própria vontade; por isso veio o Juízo: a destruição de Jerusalém e o exílio de sua elite. Mas a última palavra de Deus é a misericórdia; como ele fez destruir, assim também faz reconstruir. Para isso, usa-se do vencedor dos babilônios: Ciro, o persa. Deus castiga não para destruir, mas para renovar o homem.

João 3,14-21 Jesus é a maior revelação de Deus. Cristo exaltado na morte; nossa passagem da morte à vida. Para João, a “exaltação” de Jesus é sua elevação na cruz e na glória do Pai. Esta dupla elevação é uma realidade só; a glória de Deus, a manifestação de seu ser, é o amor de Cristo dado por nós até o fim. Quem, na fé, assume este acontecimento de Deus em Jesus, tem a vida de Deus, a vida eterna. A gente é o amor de Cristo esta vida; recebe-a, entretanto no diálogo de Deus, entrando na sua vida, na sua luz. Quem assim se deixa envolver, não é mais estranho para Deus e “não é julgado”; passou da morte para a vida.

Efésios 2,4-10: A fé – nossa resposta ao amor misericordioso de Deus.  Deus restaurou nossa vida em Cristo . Todos os homens afastaram-se de Deus e estão mais perto da morte que da vida. A isso responde o texto de hoje: Deus nos corressuscitou com Cristo e nos deu um lugar na sua vida. Morto mesmo é quem está entregue a seu egoísmo; para reviver, precisa de amor que seja maior do que seu fechamento: a “riqueza da graça” que Deus nos demonstra em Jesus Cristo. Esta maravilha do amor deve manifestar-se também na vida dos que assim são renovados: devem realizar a caridade que Deus desde sempre sonhou para eles.

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