Quinto domingo da quaresma

Celebramos a fé naquele que, levantado da terra, atrai todos a si (evangelho). Ele viveu o dia-a-dia do sofrimento humano e, por sua obediência ao Pai, tornou-se fonte de salvação eterna para todos os que lhe obedecem (II leitura). O Pai, que prometeu por meio de Jeremias uma nova aliança, impressa no fundo do ser e no coração de cada pessoa, selou-a para sempre no sangue de Jesus. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, a “hora”de Jesus e nossa. Aquele que por nós deu a vida nos convida: “Se alguém me quer servir, que me siga; e onde eu estiver, estará também o meu servo”.

Jeremias 31,31-34 – A nova aliança.  Após a queda de Jerusalém em 586 A.C., o que Jeremias anunciava para o reino do Norte torna-se atual também para o reino do Sul. Nesse momento difícil, o profeta descortina um futuro cheio de esperança: Javé realizará uma aliança nova com o povo. A aliança antiga se caracterizava por uma lei externa e por mediações entre Deus e o povo. A aliança nova será uma relação com Deus em que todos terão o senso do amor e da fidelidade, de tal maneira que não serão mais necessárias nem lei externa nem mediações. O que Jeremias vê aqui é a realização plena do projeto de Deus: a humanidade nova, em que as estruturas de poder são superadas pela fraternidade, e as estruturas econômicas pela partilha justa dos bens que Deus concede a todos. Ap 21,1-22,5 repropõe essa utopia democrática de uma humanidade em que todos vivem totalmente reconciliados entre si e com Deus.

João 12,20-33 – Jesus atrai todos a si.   Temos aqui duas concepções sobre o Messias. Seguindo a tradição transmitida pelos dirigentes, o povo aclama Jesus como um rei político. Mais tarde, essa idéia será transformada em motivo da condenação de Jesus. Por outro lado, Jesus se apresenta como o Messias predito pelas Escrituras, mostrando porém sua verdadeira missão: dar a vida para salvar e reunir o povo.

Hebreus 5,7-9 – O sacerdócio de Cristo. É a parte central do sermão. Os temas se reúnem em torno de uma grande ideia : Cristo é o «sumo sacerdote dos bens futuros» (9,11). O autor parte do passado e da consideração sobre todas as situações religiosas anteriores, destacando-se delas para fixar-se no seu cumprimento, ou seja, no futuro da humanidade junto a Deus em Cristo e com Cristo.

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