Segundo Domingo da Quaresma

Confiar, escutar e celebrar a fé

Celebrarmos a certeza de que, se Deus é por nós, ninguém será contra nós (II leitura). Na celebração da Eucaristia aprendemos a escutar o que o Filho amado do Pai nos tem para dizer (evangelho) e, confiantes, não em nossas seguranças, mas no Deus fiel às suas promessas, enfrentamos os absurdos da vida (I leitura), as perplexidades e desafios que o mundo dos excluídos nos apresenta. A fé nos garante que é  possível transfigurar também a vida de quem carece de dignidade humana. Jesus foi solidário conosco, entregando-se por amor. Seguindo seus passos, queremos aprender com ele a criar uma nova sociedade e uma nova história.

Gênesis 22,1-18 Abraão obedient
e até o sacrifício de seu filho único
– Pedindo que Abraão sacrificasse seu Filho, Deus não apenas testou sua obediência, mas colocou em questão todo o futuro de sua descendência. Será que Deus precisa de tais provas para saber se o homem lhe é fiel? Ou será que a fidelidade e a confiança só crescem quando são provadas? Prestes a sacrificar toda segurança, o homem se torna realmente livre; e é assim que Deus o quer, para que seja seu aliado.

Marcos 9,2-10: Manifestação de Jesus como filho querido de Deus – A glorificação de Jesus no monte Tabor, diante de seus discípulos, completa a profissão de fé dos discípulos e o anúncio da Paixão, que eles não entenderam. É preciso que tenham diante dos olhos ambas as realidades do mistério de Cristo: a cruz e a glória. A voz da nuvem proclama Jesus Messias. Já não se dirige a Jesus, como no batismo, mas aos discípulos. Jesus recebe o testemunho de Moisés e Elias, “ a Lei e os profetas”. Só depois de sua ressurreição, os discípulos entenderão esta visão.

Romanos 8,31b-34 : Deus não poupou seu único Filho – Quem de fato sacrifica seu filho não é Abraão, mas Deus mesmo: prova de seu amor por nós, que não conseguimos imaginar, mas no qual acreditamos firmemente

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