Segundo Domingo do Advento

A salvação é oferta de Deus para todos

Advento é tempo de consciência: Deus Pai e liberador. Ele convida seus filhos, as comunidades cristãs, a se levantar e perceber que a libertação está próxima (I leitura). O nascimento de Cristo, e sua missão, marcam o acontecimento central da história da salvação. O caminho de Jesus é proposta aberta a todos. Mas não nos iludamos: o caminho de Jesus não é o dos poderosos, e a história da salvação não passa pela “história oficial” dos que dominam e oprimem (evangelho).

Celebrar a Eucaristia é reviver a presença do Deus que é Pai libertador, que salva em Cristo Jesus. A comunidade cristã que celebra o memorial da morte e ressurreição de Cristo é convidada ao discernimento: só o amor dinâmico que conduz ‘a prática da solidariedade e da justiça é capaz de atualizar a vinda de Jesus (II leitura).

Baruc 5,1-9 – Deus é fiel. Por isso vai salvar os que sofrem – Um novo nome para Jerusalém. “ Paz e Justiça e Glória do Temor de Deus” .O autor recorda circunstâncias do passado, para que os judeus dispersos fora da Palestina permaneçam sempre ligados a Jerusalém, centro da vida e da religião de Israel.

Lucas: A salvação é para todos – A vocação e pregação de João Batista . João é o grande profeta do Antigo Testamento (16,16 ) , aquele que prepara imediatamente a vinda do Messias, aplaina seu caminho( 1,17): Lc situa sua vocação na história universal, que é História da Salvação. Sua pregação já deixa entrever a natureza da salvação oferecida pelo Messias: reconciliação coma Deus, em Cristo. Isso exige conversão.

Filipenses 1,4-6.8-11 – Amor e discernimento preparam a vinda de Cristo – A igreja é a comunidade cristã local formada pelas pessoas que acreditam em Deus e se comprometem com o testemunho de Jesus Cristo.

A trilogia fé-amor-esperança define a vida cristã na sua base, na sua concretização prática e no seu dinamismo histórico. A vida cristã nasce do compromisso de em Jesus Cristo, que significa aceitar a vida e ação de Jesus e continuá-las entre os homens. O amor é a realização prática desse testemunho, através da partilha dos bens e da fraternidade, que concretizam o Reino de Deus no dia-a-dia da história. A esperança é o dinamismo que nasce do amor, alimentando a vida cristã, voltada para o futuro do Reino de Deus, isto é, para a realização plena da vida

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