Segundo Domingo do Tempo Comum

Deus e a humanidade: o casamento que deu certo

Pequenas ou grandes comunidades do nosso país, a maioria delas empobrecidas e postas à margem da sociedade, se reúnem para celebrar a fé. Deus vem ao encontro delas, declarando-lhes seu amor e predileção: juntas, elas são a noiva de Javé, aquele  que lhes faz justiça, as reconstrói e sente por elas imenso amor (I leitura).

A Eucarístia é o momento privilegiado em Jesus se entrega por aqueles que ama. Seu sangue derramado, seu corpo doado por nós selam definitivamente a aliança entre Deus e a humanidade. Nossa resposta é a fé nele, com o desejo de fazer tudo o que ele disser. Assim estaremos constituindo a comunidade-esposa do Cordeiro por nós imolado (evangelho).

A Eucaristia é comunhão com a Trindade, que é uma na diversidade das pessoas. Para esse encontro – que é serviço de Jesus em nosso favor – convergem todos os mistérios eclesiais, dons que o Espírito concede para o crescimento de todos  (II leitura). Celebrar a memória de serviço de Jesus é regatar e valorizar todos os dons presentes nas pessoas; mas é, sobretudo, crer que, pelo fato de pertencer à comunidade, toda e qualquer pessoa é dom de Deus feito à comunidade.

Isaias 62,1-5: Deus, o esposo; o povo, a amada – Depois do fim do Exílio, veio o difícil período da restauração. O povo pergunta se isso é a salvação. O profeta responde. “Esperança”. Não pode calar-se de anunciar, com nomes carinhosos, quanto Deus ama seu povo. É a renovação dos esponsais – Is 63,6-7. Is 52,10

1 Coríntios  12,4-11 – Diversidade de dons, um só Espírito – Início de uma sequência de leituras de ICor 12-14 trata dos carismas: são diversos, mas isso não pode causar divisão, pois têm a mesma fonte: a riqueza de Deus e o amor do Espírito, a serviço da comunidade toda Is 11,2; ICor 12,28-30.

João 2,1-11 – As bodas de Caná – Como a adoração dos Magos e o batismo de Jesus, o sinal de Caná é uma epifania, uma manifestação da glória de Deus em Jesus Cristo (2,11). O milagre de Caná é apenas sinal; ainda não é a “hora” (2,4). Maria está presente ao primeiro sinal, assim também a “hora” que o sinal anuncia (2,4 e 19,25-27), a hora da realização de sua obra salvífica e da plena manifestação da glória – Jo 19,25-27; Gn 41,55.

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