Terceiro Domingo do Advento

Jesus Cristo, Causa de Nossa Alegria

Vocês devem dar força às mãos enfraquecidas e força aos joelhos vacilantes. Devem gritar aos desanimados: Coragem! Não tenham medo! Eis aí o seu Deus!Onde, de fato, está o nosso Deus? “Voltem e contem a João o que estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a boa nova”. Esta é a boa notícia que os cristãos são convidados a ser: um anúncio de libertação que tem raízes em Jesus de Nazaré. Na paciência e na perseverança,  movidos pela fé, vamos construindo juntos o reino que Jesus nos confiou.

O terceiro domingo do advento é, tradicionalmente, marcado pela alegria por causa da proximidade do Senhor. Alegria porque o Senhor está para chegar.

Isaias 35,1-6a.10 – O júbilo da natureza, a cura dos enfermos, a volta dos exilados: sonhos de salvação . A vinda salvadora  de Deus  transforma o deserto em paraíso, cura os enfermos, vence a maldição do pecado de Adão (Gn3). Liberdade,  alegria, felicidade: agente, hoje em dia, gostaria de vê-las antes de acreditar que existem! Mas Deus dá um novo modo de ver , ouvir e falar ( VV 5-6). Recebemos novas capacidades para acatar a verdade e a realidade de Deus. E isto é o essencial, em nossa vida.

Mateus 11, 2-11 : Jesus é mesmo a quem  esperamos: cura os enfermos, traz boa-nova para os pobres – Mt  5-7 e 8-9 relatam as palavras e feitos de Jesus .  Os judeus se defrontam com a pergunta se Jesus é “ o que deve vir “, o Messias, em quem a lei e os profetas chegam à plenitude . João  Batista depois de o ter anunciado como juiz escatológico, coloca agora, como representante do AT, a pergunta decisiva: És tu…?

Tiago 5, 1-6 : Aguardar sem desistência a vinda do Senhor – Depois da pregação escatológica aos ricos ( Tg 5,1-6) , Tiago dirige-se a seus irmãos, os pobres: eles devem viver em firmeza permanente até que venha o Senhor (5,7-8). A fé do pobre é esperança;  o rico não pode esperar, porque o medo o oprime. A proximidade da vinda do Senhor (5,9) provoca uma segunda admoestação : diante do juízo próximo, mútua acusação e rixa são proscritas. Tiago ilustra suas admoestações com  exemplos: 1) o agricultor, que firmemente aguarda a colheita (5,7); 2) os profetas, que não se cansam em falar a palavra de Deus (5,7); 3) a paciência de Jó (5,11).

Resumindo: porque Deus cumpre seu plano messiânico e levará sua obra à plenitude, especialmente para o homem fraco, que nele coloca sua esperança, cabe-nos alegria, mas também firmeza e constância. O Natal já realizado é o penhor do Natal eterno.

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