Terceiro Domingo do Tempo Comum

Hoje se cumpre a palavra

A homilia de Jesus na sinagoga de Nazaré, primeiro ato da sua “vida pública” no Evangelho segundo Lucas, está resumida em três palavras: “hoje a Palavra se realiza”.  Bíblia não é um museu nem um repertório de antiguidades. Ela fala hoje e deve realizar-se hoje.

Na leitura púbica da Lei de Deus após a volta de exílio, o povo fica atento desde a manhã até o meio-dia; por fim todo se põem a chorar, pois entenderam que o que foi lido falava de sua vida, de sua história e do mesmo que viviam.

A Bíblia é escrita não para dar informações frias e objetivas ou para deixar documentos para museu ou para arqueólogos, e sim para formar segundo a justiça (2Tm 3,16). Seu objetivo não é satisfazer a curiosidade dos historiadores, mas reforçar a fé e a prática dos discípulos. Existe para hoje, não para o passado. É como a eucaristia, que faz memória, se realiza e provoca.

Neemias 8,2-4ª.5-6.8-10 – A leitura da Lei no AT – Em 488 aC, o escriba Esdras voltou com um grupo de judeus da Babilônia. Dois meses depois, convocou o povo para renovar a Aliança, mediante a proclamação do Livro da Lei, instituída no Sinaí. São as auroras do judaísmo moderno; o centro já não é sacrifício, mas a leitura da Lei. – Is 55,10-11

1 Corintios 12,12-30 ou 12,12-14.27 – Somos um só corpo: o de Cristo – A alegoria do corpo e dos membros visualiza como os milagres carismas se completam mutuamente. Um dom significa serviço, não desprezo. Até as mais humildes funções são indispensáveis para o corpo de Cristo, que é a Igreja. No meio destes diversos dons, revelar-se-á o que deve ser comum a todos: a caridade – Rm 12,4-5; Ef 4,4-6

Lucas 1,1-4; 4,14-21 – O início da pregação de Jesus – No prólogo de seu evangelho, Lc descreve seu procedimento e intenção; narrar os fatos e ditos de Jesus de modo ordenado, conforme as testemunhas, para dar sólido embasamento à fé da Igreja. A primeira pregação de Jesus em Nazaré é apresentada como o cumprimento da Promessa e como um programa: a Boa-Nova levada aos pobres, os que se abrem para o dom de Deus – Jo 15,27; Mt 4,12-17

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