Terceiro Domingo do Tempo Comum

Jesus é  a luz do mundo

Pode um povo oprimido, sofrido e abandonado ser feliz? Não. É feliz a pessoa que não se sente livre e valorizada? Pelo contrário, está sendo objeto de uso e abuso dos gananciosos. Falta de liberdade é sinônimo de morte. Não vale a pena viver assim. Valerá a pena lutar? Quem garante que é preciso lutar para ter liberdade? O próprio Deus! Pois ele é o Deus libertador! Ele é promessa realização do anseio pela liberdade. É  aquele que sustenta a luta. É  o Deus da caminhada para a libertação, o Deus que quebra os instrumentos da maldade e opressão, devolvendo alegria e vida ao povo.  É a realização dessa promessa porque Jesus trabalhou para a libertação do povo oprimido, anunciando o reino de liberdade e vida para todos. O projeto de Jesus foi acolhido com entusiasmo pelas comunidades de Corinto, mas Paulo chama a atenção para os riscos de desvio provocados pela falta de fraternidade e união em torno de Jesus.

Isaias 8, 23b – 9,3 – Luz surge sobre os que estão nas trevas – 732: deportação das tribos galiléia ( Zabulão e Neftali) para a Assíria. Mas nas trevas desta situação brilha uma luz de esperança: o nascimento de um filho real, cujo nome simbólico é Emanuel, Deus conosco.

Mateus 4,12-23 – Começo da pregação do evangelho por Jesus, na Galiléia  – Saindo João, Jesus entra em cena, porém, não na Judéia ( onde o Batista tinha sido preso: 4,12), mas na Galiléia, conforme a profecia de Is 8,23-9,1. A luz que o Cristo traz resume-se na descrição de V.23: o anúncio do Reino e os sinais do mesmo em toda a espécie de curas. Mas nisto ele não quer estar sozinho: previamente chama os que deverão ser os continuadores de sua obra.

1 Cor 1,10-13.17 – O apóstolo é mandado para evangelizar, não para criar partidos – Paulo iniciou esta carta com o tema da unidade, para agora censurar as divisões. Há torcedores de Paulo, outros de Apolo, outros de Cefas. A isso, Paulo faz três perguntas, que significam que pouco importa o carisma pessoal do missionário; o centro é Jesus Cristo.

Mateus relata em seu evangelho o cumprimento das escrituras. Toda a história de Jesus é narrada como realização daquilo que, no AT, figurava como anúncio ou prefiguração do agir salvífico definitivo de Deus. Quando Jesus se muda de Nazaré para Cafarnaum, Mt vê aí a realização última e definitiva daquilo que já acontecera uma vez no tempo de Isaias. Pois, naquele tempo, o nascimento de um príncipe parecia prometer tempos melhores para a população da Galiléia, que tinha sido terrorizado pelas deportações assírias: o povo que ficara nas trevas veria uma nova luz. Com a mudança de Jesus para aquela região, esta esperança se realiza plenamente todo o plano de Deus. Isto nos é  mostrado nas leituras de hoje. Nesta realização, soa o clamor messiânico: Convertei-vos, o Reino de Deus chegou!

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