Trigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum

Cristo Rei

A realeza de Jesus é vida para o mundo

A solenidade de Cristo Rei encerra o Ano Litúrgico. Por isso a celebração deste dia é uma grande profissão de fé no Senhor da história que caminha com seu povo. É também momento privilegiado par que a comunidade cristã descubra seu lugar e papel na sociedade. Pertencer à verdade e ouvir a voz daquele que é rei porque dá gratuitamente a vida pelos seus, é ser reino e sacerdotes para Deus. Cristo, a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos, é aquele que nos comunica e realiza em nosso favor o plano do Pai. É nosso irmão. A Eucaristia que celebramos é memorial daquele que nos ama e nos libertou dos pecados em seu sangue.

Daniel 7,13-14 – O projeto de Deus irá vencer. O misterioso filho de homem é uma personificação do povo fiel, que recebe de Deus o reino que durará para sempre. O Novo Testamento vê Jesus, o instaurador do Reino de Deus, como esse misterioso filho de homem que vem do céu. O cerne do texto é a luta que o povo de Deus terá que sustentar na história contra os impérios opressores. Mas a vitória será do povo fiel, que receberá de Deus o Reino e reinará para sempre. Os vv. 19-27 se detêm na quarta fera e, principalmente, no chifre pequeno que simboliza Antíoco IV (cf. nota em 7,1-8). Durante seu reinado, ele quis ocupar o lugar de Deus, mudar os costumes e o calendário judaico, proibir o sábado e as festas religiosas dos judeus, e perseguiu os que eram fiéis à lei de Moisés.

João 18,33b-37 – Que tipo de rei é Jesus? Jesus confirma que é rei. Sua realeza, porém, não é semelhante à dos poderosos deste mundo. Estes exploram e oprimem o povo, enganando-o com um sistema de idéias, para esconder sua ação. É o mundo da mentira. Jesus, ao contrário, é o Rei que dá a vida, trazendo aos homens o conhecimento do verdadeiro Deus e do verdadeiro homem. Seu reino é o reino da verdade, onde a exploração dá lugar à partilha, e a opressão dá lugar à fraternidade.

Apocalipse 1, 5-8 – Os cristãos e a realeza de Jesus.   O número sete é simbólico e indica totalidade, plenitude. João se dirige a toda a Igreja, representada pelas comunidades da Ásia.

Deus Pai é o Senhor da história: assim como agiu no passado, age no presente e agirá no futuro. Sete Espíritos, isto é, a plenitude do Espírito de Deus.

Jesus é o centro do projeto e ação de Deus. A glória e o poder lhe pertencem, porque: – ele é a Testemunha fiel, que revelou e realizou o projeto do Pai até o fim, dando a vida por amor aos homens; – ele é o Primeiro a ressuscitar dos mortos, vencendo assim a morte e o pecado, e tornou-se início de uma nova humanidade; – ele é o Chefe dos reis da terra, pois está acima de todos os poderosos e reúne os homens, para fazer deles um Reino, onde todos são sacerdotes da aliança com Deus Pai. O v. 7 mostra que Jesus vem para julgar e implantar o Reino.

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