Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum

A vinda do filho do homem é salvação para os escolhidos

Quando chegamos ao final do segundo milênio, muitas vozes se fizeram ouvir a respeito do fim dos tempos. Celebrar a eucaristia é viver a escatologia do Cristo, já em ato, mediante a prática da justiça. “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição, enquanto esperamos vossa vida”.

Esperar a vinda do Filho do homem e é compromisso com a justiça (I leitura); é crer que Jesus trará o julgamento para os que opuseram a seu projeto e salvará quem lhe foi fiel (evangelho).

A celebração eucarística é a memória do único e definitivo sacrifício que Cristo ofereceu pelos pecados (II leitura). Dela nasce a consciência de que ainda há muitas coisas (inimigos) que precisam se submetidas ao Cristo, para que seu projeto de vida e liberdade atinja a todos.

Daniel 12,1-3: A ressurreição no último dia – Os “últimos dias” são um tempo de vida ou de morte. Viverão os justos (cujos nomes estão no “livro da vida”), mesmo os de tempos passados (que “dormem no pó da terra”). Os injustos irão à perdição; os que já morreram levantar-se-ão para este triste fim (1 Ts 4,13-4). O AT só começa a meditar a ressurreição dos mortos nos últimos dois séculos AC. O Evento de Jesus Cristo nos fornece pleno luz relativamente ao mistério do além da morte – Dn 10,13; Zc 3,1-2.

Marcos 13,24-32: Céus e terra passarão, mas minhas palavras não passarão: Mc 13 é uma coleção de sentenças apocalípticas de Jesus e dos primeiros cristãos, em forma de um sermão sobre a destruição de Jerusalém e o fim do mundo; dois acontecimentos que, na perspectiva de então, pertenciam à mesma realidade: o fim da História. É o momento da vinda manifesta do Filho do Homem (ele já viera uma primeira vez, desconhecido; o “segredo” da personalidade e autoridade de Jesus em Mc; comentário do quarto domingo do Tempo Comum). Ele virá reunir os eleitos (1ª Lt). É o tempo da colheita. É como quando a figueira deita folhas, para quem espera o verão. Mc insiste na proximidade do definitivo é que a Liturgia nos quer transmitir neste fim do Ano Litúrgico. Será que estamos preparados? – 13,24-27. Mt 24,29-31

Hebreus 10,11-14.18: O sacrifício definitivo do Cristo – O sacrifício de Cristo capacitou-nos para servir a Deus com uma consciência pura (9,14) Este sacrifício distingue-se dos AT por sua validade universal: uma vez para sempre. Não precisa ser repetido. Também não existe consumação além daquela que Cristo operou. A ordem nova suplantou a antiga, mas já haverá outra depois desta. Só resta seguirmos o Cristo até o fim (10,19-20). Hb 10,1-4.

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