Trigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum

O sentido da vida é lutar pela justiça

A comunidade é o lugar privilegiado para celebrar a fé e encontrar o sentido para a vida. Quem descobre isso acaba afirmando: “Na comunidade eu sou feliz”. Sim, porque Deus confiou às pessoas todos os seus bens, ou seja, o Reino. Este cresce nas mãos daqueles que assumem o compromisso de ser filhos da luz e filhos do dia. Por isso é que o pão e o vinho da celebração eucarística, símbolos de tudo o que somos e temos, tornam-se importantes para Deus e também para nós. Neste dia, o Senhor quer dizer a cada um: “Empregado bom fiel … eu lhe confiarei muito mais. Venha participar da minha alegria.

A vinda do Senhor não é pré-datada. Mesmo que o Senhor tarde em chegar, nosso compromisso com o Reino e sua justiça continua. Por isso a celebração é importante, pois nela anunciamos a morte e proclamamos a ressurreição do Senhor até que ele venha.

Provérbios 31,10-13.19-20.30-31 – A mulher virtuosa – O livro dos Provérbios apresenta, em vários capítulos, a senhora Sabedoria, uma mulher alegórica. No último capítulo, apresenta o louvor da mulher real, temente a Deus, que encarna na sua vida justa e dedicada as qualidades da sabedoria. Ela encarna a generosidade e providência de Deus. Eclo 26,1-18

1 Tessalonicenses  5,1-6: O Dia do Senhor vem como um ladrão de noite – Os primeiros cristãos se questionavam muito a respeito da Parusia, esperando-a para breve. Paulo diz: não a hora, mas o fato é que importa; ou seja, a realidade da Parusia, da presença de Cristo, deve marcar a nossa vida toda, desde já. Vivamos na sua presença, à sua luz. Então, o “Dia” não virá sobre nós como um ladrão de noite; a hora já não tem importância. Lc 12,39-40; Mt 24,36.42-44.

Matheus 25,14-30 – Parábola dos talentos – Assim como na parábola das virgens o noivo demorava para chegar, assim também na parábola dos talentos o proprietário fica muito tempo fora e volta de surpresa. Os primeiros cristãos fazem com os talentos que receberam e não os enterrar. Isto não é uma questão de “merecer o céu” (Mt não gosta desta idéia, tão farisaica), por dentro na hora decisiva. A recompensa deste serviço fiel é Deus mesmo, a alegria de sua presença – Lc 19,11-27; Mc 13,34.

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