Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum

Nossa  missão: produzir de justiça e direito

Nós somos povo de Deus e nos reunimos para celebrar a fé. A celebração é o espaço onde pedimos e agradecemos. Agradecemos porque recebemos e pedimos porque precisamos. À semelhança da comunidade de Filipos, somos convidados a fazer das celebrações um espaço onde aprendemos a ser termos apesar dos conflitos e a discernir o bem que está sendo feito (II leitura). Nelas descobrimos que a caminhada é longa, mas Jesus é nossa sustentação nas lutas pela justiça e direito, síntese da nossa missão (evangelho). Se não tornamos a sério esse compromisso (I leitura), não poderemos afirmar que somos parte do povo ao qual Deus confiou seu Reino.

Isaias 5,1-7 – Um povo que não produz frutos de justiça e direito .  O dono da vinha fez de tudo para que ela produzisse uvas boas; como ela produziu só uvas azedas, seu dono abandonou-a. Javé fez de tudo para que seu povo vivesse o direito e a justiça; mas o povo só produziu violação do direito e injustiça. O cerne do cântico é o v. 3: o próprio povo é quem deve julgar a situação e dar a sentença.

Mateus 21, 33-43- Um povo que produz frutos de justiça e direito. Jesus passa ao ataque. A figueira não dá frutos, e o Templo tornou-se lugar de roubo, porque as autoridades (chefes dos sacerdotes, doutores da Lei, anciãos do Sinédrio) exploram e oprimem, apoderando-se daquilo que pertence a Deus, isto é, o povo da aliança (vinha). Depois de muitos profetas que pregavam a justiça (empregados), Deus envia o próprio Filho com o Reino. A rejeição e morte do Filho trazem a sentença: o povo de Deus, agora congregado em torno de Jesus (pedra), passa a outros chefes, que não devem tomar posse, mas servir.

Filipenses 4,6-9 – O sentido da celebração comunitária. Nada sabemos sobre as pessoas nomeadas nos vv. 2-3, a não ser que devem estar profundamente comprometidas com o trabalho de evangelização. Paulo parece jogar com o significado dos nomes (Evódia = «caminho fácil»; Síntique = «encontro»; Sízigo = «companheiro de canga»). A alegria cristã se baseia na salvação obtida por Cristo, e é testemunhada sobretudo pela bondade que se irradia para todos e pela tranqüila confiança em Deus. Os cristãos devem ser fiéis ao que aprenderam dos seus evangelizadores, mas também precisam estar abertos a todas as coisas sadias que encontram na sociedade.

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