Vigésimo Nono Domingo do Tempo Comum

O Serviço que é redenção

A eucaristia é o mais eloquente sinal do serviço de Cristo. Celebrá-la é fazer memória se sua entrega, ele que veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate por muitos (evangelho). Seus sofrimentos, tortura, morte e ressurreição desautorizam toda e qualquer forma de manipulação dos seres humanos. E abrem caminho para os marginalizados se organizem, vençam e construam uma sociedade justa, igualitária e plenamente fraterna (I leitura), porque Jesus, sumo sacerdote fiel ao projeto do Pai e solidário com as pessoas, acompanha e coroa de êxito as lutas do povo oprimido. A vitória de Cristo sobre a morte, celebrada na eucaristia, é já nossa vitória e certeza de um mundo melhor para todos.

Isaias 53,10-11: O quarto Canto do Servo de Javé: vitima de expiação – Deus não segue a lógica dos homens. O justo esmagado é que assume e resgata as faltas dos muitos. Por isso, Deus o exalta – Figura de Cristo.

Marcos 10,35-45: Não se deixar servir, mas servir – (Continuação do terceiro anuncio da Paixão; primeiro e segundo anúncio) – A necessidade de instrução dos discípulos mostra-se de modo flagrante: pedem para ocupar os primeiros lugares no Reino. Jesus rejeita o pedido e pede seguimento (beber seu cálice e ser batizado com seu batismo); sem compreender, eles o prometem. Então, Jesus ensina: em vez de ambição, serviço; p serviço de Jesus vai até à morte “em resgate dos muitos (Servo de Javé, 1 leitura).

Hebreus 4,14-16: Jesus, nosso Sumo Sacerdote – Temos um pontífice que por nós entrou no Santuário, mas também é capaz de compadecer-se de nossas fraquezas, conhecendo a carência humana. Jesus leva nossa condição humana à santidade de Deus. Exortação: 1) fidelidade na confissão da fé (4,14); 2) confiança na misericórdia divina (4,16).

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