Vigésimo Oitavo Domingo do Tempo Comum

Será que os ricos se salvam?

A celebração da Eucaristia é a reunião de irmãos que seguem. Nela Deus põe à nossa disposição todo seu ser: a Palavra viva, eficaz, e o corpo do seu filho. A celebração da comunhão de Deus com suas criaturas pressupõe a superação de uma justiça legalista para chegar à fraternidade e partilha plenas dos bens da criação. Na Eucaristia, Deus nada pede para si, nada retém para si: ela é dom que leva as pessoas a traduzir em dom a própria vida. Quem absolutiza falsas seguranças (poder, riquezas, posses) não aprendeu a lição da Eucaristia enquanto celebração da mesma fé e da mesma vida, enquanto comunhão com e as pessoas. Hoje a Palavra de Deus põe a nu e a descoberta prestar contas (II leitura)

Sabedoria 7,7-11 – Aprender as lições do passado para ser povo livre. A sabedoria é o dom de Deus que forma no homem o bom senso interior. Este permite perceber o sentido interno de todas as coisas, para produzir harmonia universal. É graças a esse bom senso que o homem pode humanizar a natureza, sem violentá-la ou destruí-la.

Marcos 10, 17-30 – Latifundiários e donos de fortunas não herdam o Reino.  Para entrar no Reino (ou vida eterna) é preciso mais do que observar leis ou regras. O Reino é dom de Deus aos homens, e nele tudo deve ser partilhado entre todos. Isso significa repartir as riquezas em vista de uma igualdade, abolindo o sistema classista. É por isso que os ricos ficam tristes e dificilmente entram no Reino. E o que acontece quando a gente deixa tudo para seguir a Jesus e continuar o seu projeto? Encontra nova sociedade, embora em meio à perseguição, e já vive a certeza da plenitude que virá.

Hebreus 4, 12-13 – A força da Palavra de Deus . Os cristãos não devem temer a Jesus, mas aproximar-se dele confiantes, certos de sua acolhida misericordiosa. A figura do sumo sacerdote se realiza plenamente em Jesus, de modo superior ao sacerdócio de Aarão e de qualquer liturgia terrena. Cristo atravessou o céu (4,14)

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