Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum

O uso dos bens em vista da fraternidade

A riqueza é ambígua. É o mais feroz tirano, insaciável em devorar vidas humanas . Tentar burlar a Lei que previa igualdade para todos é provocar a intervenção de Javé em favor do pobre e oprimido (I leitura). Ser discípulo de Jesus implica romper com a ganância e a usura, fazendo com que os bens sirvam à construção da fraternidade (evangelho). Vivendo numa sociedade ambígua, onde a própria oração pode ser usada como arma contra os outros, o cristão descobre que ela é como mergulhar no mais profundo do projeto de Deus, que quer a salvação de todos, na paz e no reconhecimento da dignidade do ser humano (II leitura).

Amós – 8,4-7- Lesar o pobre é lesar a Deus . Agora os comerciantes são duramente criticados: também eles se enriquecem graças à fraude e à exploração sistemática contra os pobres. Esses ricaços frequentam o santuário e não faltam a festas religiosas; porém, mesmo quando estão rezando, ficam a maquinar o que poderão fazer para ter mais lucro.

Lucas 16,1-13 – Obstáculos, desafios e exigências do discípulo. Jesus elogia o administrador, que soube tomar atitude prudente. O Reino de Deus já chegou: é preciso tomar uma atitude antes que seja tarde demais; converter-se e viver conforme a mensagem de Jesus. Os vv. 9-13 fazem diversas aplicações da parábola. O v. 9 recomenda o uso da riqueza em favor dos pobres. Os vv. 10-12 mostram que é impossível ser fiel nas grandes coisas, quando somos negligentes nas pequenas. E o v. 13 urge uma decisão: escolher entre o serviço a Deus e o serviço às riquezas (cf. nota em Mt 6,19-24).

1 Timóteo 2,1-8 – A oração: sintonia com o projeto de Deus.  O autor recomenda que os cristãos incluam na sua oração todos os homens. É a oração litúrgica universal, impulsionada pela convicção de que Deus enviou seu Filho para salvar o mundo inteiro. Ser Igreja no mundo é testemunhar que o projeto de Deus está aberto para todos.

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